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Finanças e contabilidade

CMV e o custo das mercadorias vendidas na loja

Produtos, caixa e materiais de controle em uma pequena loja.
Imagem ilustrativa criada para o blog.
Neste artigo
  1. Um exemplo básico de cálculo
  2. Confira quantidade e valor
  3. Registre movimentos que não são vendas
  4. Relacione o estoque aos documentos

Comprar R$ 20 mil em mercadorias no mês não significa que a loja teve R$ 20 mil de custo com os produtos vendidos. Parte da compra pode continuar nas prateleiras. Outra parte das vendas pode ter saído do estoque que já existia.

O Custo das Mercadorias Vendidas, ou CMV, procura identificar o custo dos itens efetivamente vendidos. Para compreendê-lo, a loja precisa observar a movimentação e a valorização de seu estoque.

Um exemplo básico de cálculo

Em um cenário simplificado, o cálculo relaciona estoque inicial, compras líquidas e estoque final:

CMV = estoque inicial + compras líquidas − estoque final.

Imagine valores hipotéticos de R$ 15 mil no estoque inicial, R$ 22 mil em compras líquidas e R$ 17 mil no estoque final. Sem outras movimentações ou ajustes, o CMV será de R$ 20 mil.

Esse exemplo serve para entender a relação. Na operação real, o contador precisa considerar a composição dos custos, os critérios de avaliação e movimentos como devoluções, transferências e perdas.

Confira quantidade e valor

Um inventário pode estar correto em quantidade e errado em custo. Também pode apresentar um valor aparentemente plausível calculado sobre quantidades incorretas.

Por isso, a conferência deve examinar as duas dimensões. Identifique o item, sua unidade, a quantidade e o critério de valorização. Faça as conversões necessárias quando compra e venda usam unidades diferentes.

O CFC inclui mensuração e avaliação de estoques entre os temas de orientação contábil para pequenos negócios. O tratamento concreto precisa ser compatível com a norma aplicável à empresa.

Registre movimentos que não são vendas

Perda por avaria, retirada para uso interno e transferência exigem identificação própria. Se qualquer redução de estoque for tratada como venda, a análise de custo perde qualidade.

Devoluções também precisam de vínculo com a operação original e registro do destino da mercadoria. Um produto que voltou danificado não deve reaparecer automaticamente como disponível para venda.

Relacione o estoque aos documentos

As notas de compras e vendas ajudam a conferir os movimentos, mas devem ser combinadas com o controle de estoque. Datas e quantidades precisam ser analisadas quando há mercadorias em trânsito ou registros feitos depois do movimento físico.

Os arquivos das operações emitidas no sistema Notanexo podem integrar essa conferência documental com o contador. O cálculo do CMV utiliza também o inventário e os critérios contábeis da loja.

Quando o CMV varia muito, investigue antes de concluir que os produtos ficaram mais caros. A diferença pode vir de preços de compra, composição das vendas, perdas ou erros de estoque. Separar essas causas permite escolher a providência adequada.

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